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24 de jun. de 2010

Festas juninas

Vi uma reportagem sobre as festas nordestinas
de São João. Havia umas senhoritas reclamando que
as vestes típicas atrapalhavam a paquera delas,
que as deixava gordas. Bom, não sei se eram exatamente
as vestes típicas ou as toneladas de paçoca que
as tiram do peso ideal.

17 de mar. de 2009

De cumplicidade

Uma senhorita reclama do conteúdo de determinado programa de televisão. Reclama de que nele se praticam coisas que desrespeitam preceitos sagrados a ela. Me pergunto se assistir ao programa não é ser cúmplice. Se ver isso em uma encenação encenada é tão pior que ver isso em uma encenação real.

Veja bem, ver filme de guerra, pagar para entrar no cinema para ver filme de guerra, é ser cúmplice com a realidade retratada? Com fazer guerra? E se o filme tiver uma cena de roubo? E ver determinada cena que se julga imoral em um programa (pseudo-)realístico? É diferente porque não é teoricamente uma encenação?

De noras e genros

Declaração de uma senhora em Melhoramentos, nome fictício de uma cidade no norte da Grande São Paulo.

“Minha filha casou com um homem ótimo. Ele cuida da casa, faz compras, cuida dela. Mas a meu filho continua com aquela vagabunda da mulher dele. Ele tem que fazer tudo pra ela, ir no mercado, cuidar da casa...”

17 de fev. de 2009

De "O que Michael Phelps deveria ter dito"

Como apreciador da ironia, do sarcasmo e da argumentação ácida, trago, apesar de não concordar com o que diz, o texto de um tal Reason.com de O que o Phelps deveria ter dito (de 2/2) quando o pegaram fumando unzinho.

Querida América

Eu respondo. Não me desculpo.

Sabem por quê? Não é da merda da sua conta. Eu malho minha bunda 10 meses por ano. É esse trabalho duro que lhes deu todos aqueles sentimentos de patriotismo no verão passado. Se durante meu breve tempo de descanso eu quero relaxar, curtir, e usar uma substância que é muito menos ruim para mim que álcool, tabaco, ou, francamente, a maioria dos medicamentos prescritos que a maioria de vocês está tomando, vocês podem guardar o sermão pra vocês.

Eu passo por um inferno. Faço meu corpo realizar ocisas que a natureza nunca quis que aguentássemos. Todos atletas de ponta o fazem. Fazemos porque vocês amam assistir nós nos colocarmos nos extremos tanto quando pudermos. Alguns de nós se machucam. Algumas vezes permanentemente. Vocês estão assistindo o Super Bowl hoje. Estão vendo caras de 130 quilos trombarem uns com os outros enquanto correm no máximo, todo empacotados. Sabem qual é a expectativa de vida média de um jogador da Liga Nacional de Football? 55. 20 anos a menos que a média de um jogador de fora da Liga. Ainda assim vocês assietem. E torcem. E pulam e cospem a cerveja quando um linebacker derruba um receptor cruzando seu caminho no meio do campo. Quanto mais forte a pancada, mais alto e entusiasticamente vocês gritam.

Ainda assim vocês surtam quando Ricky Williams, ou eu, ou Josh Howard fumam entorpecente pra relaxar. Por quê? Porque os idiotas que elegeram para fazer suas leis, sem uma neca de provas, enfiaram nas suas cabeças que fumar machonha é algo como beber anti-congelante e que é feito só por hippies sujos e molestadores sexuais.

Perdoem meu cinismo. Isso é abobrinha. Vocês não estão nem aí para a minha saúde. Só têm uma emoção voyerística assistindo atletas de elite cair das graças -- um tanto melhor se puderem exercitar um pouco de retidão moral no processo. E é uma retidão hopócrita nesse ponto, já que 40% de vocês já experimentaram maconha pelo menos uma vez na vida.

Uma ideia louca: se eu posso fumar entorpecente e ganhar 14 medalhas olímpicas, talvez maconheiros não estejam fadados a arruinar suas vidas em sofás e videogames, como o governo mané nos faz acreditar. Na verdade, a lista de maconheiros de sucesso inclui atletas de ponta como eu, Howard, Williams, e outros, inclui ganhadores do Prêmio Nobel, Prêmio Pulitzer, os três últimos presidentes dos Estados Unidos, juízes do Supremo Tribunal, mentes iluminadas e histórias de sucesso em todos setores dos negócios e das artes, ciência e humanidades.

Vão em frente, então. Banam-me das próximas Olimpíadas. Chutem minha argumentação. Empinem seus narizes coletivos e fiquem indignados comigo. Enquanto fazem isso, continuem prendendo pacientes de cancêr e aids que ousam fumar o negócio porque diminui a dor, ou os permite comer. Continuem mandando esquadrões chutarem portas e atirarem em velhinhas, mutilando criancinhas inocentes, apontando armas para algemar velhos pacientes de polio em suas camas, e sacrifiquem o animalzinho da família.

Vou falar. Vou entrar em acordo. Peço desculpas por fumar maconha quando cada político que já usou drogas e que votou por reforçar as leis anti-drogas levar seu traseiro até a prisão federal mais próxima para cumprir a sentença que impõe no resto das pessoas pelos crimes que eles mesmos cometeram. Peço desculpas quando os filhos, filhas e sobrinhos dos políticos poderosos pegos por posse ou tráfico em casa ou na escolinha tenham a mesmo tratamento dos pé-rapados pegos na esquina fazendo a mesma coisa.

Até lá, eu sozinho não faço isso. Fumei maconha. Gostei. Provável que faça de novo. Recuso-me a desculpar-me por isso, porque me desculpando ajudo a perpetuar uma mentira estúpida, essa ideia que o que alguém põe no próprio corpo no seu próprio tempo é da merda da conta do governo. Ou de qualquer um de vocês. Eu não vou me curvar e me permitir ser propaganda dessa guerra ridícula e imoral.

Vá em frente e acabem comigo se quiserem. Mas vamos ver vocês racionalizarem isso no seu próximo comercialzinho do Escritório Nacional de Políticas de Controle de Drogas como o maior filha-da-puta de nadador que o mundo jamais viu... é também um maconheiro orgulhoso.

Michael Phelps

16 de out. de 2008

De amantes

Pois é, no (estado do) Rio o um-outro matou o outro-outro. Dois amantes não é novidade, mas amante ciumento de amante?! Vei entender...

18 de set. de 2008

Coerência não é nada sem controle

É por essas e outras que nós continuamos indo direto pro inferno.

Porque na internet, como na física, nada se perde e nada se cria, tudo se recicla (1).

Quiséramos nós que a máxima valesse para a ecologia. Vale!

Quiséramos nós que a máxima valesse para a consciência ecológica das pessoas...

Mas o mote a respeito do qual venho falar é, retirado do twitter da minha coleguinha Fernanda Campagnucci:

Afanásio (e seu nome sugestivo) Jazadji, candidato a vereador, declara ao Estadão que julga “Violência” o maior problema de São Paulo. No TSE, todavia, ele declarou, entre miríades de outros bens (2), uma coleção de armas de fogo no valor de R$ 5.000,00.

Notas:
1 - a máxima não se aplica ao SBT, onde nada se cria, nada se perde, tudo se copia ao bel prazer do patrão.
2 - poxa vida, pára de pegar no pé dele. Pelo menos ele declarou os bens e não pôs tudo em nome de laranjas, como muitos e muitos outros.

7 de ago. de 2008

Descendo...


Os EUA são, notoriamente, um país que está atrasado com seus compromissos ambientais.

Mas, na hora de descer em Pequim para a Olimpíada, alguns ciclistas estado-unidenses vestiram máscaras contra poluição. Se eu fosse escolher um país no mundo pra ser 2pesos2medidas, já sabem qual seria...

Esses aí Deus nem checa na lista...

21 de mai. de 2008

Laicidade mesmo?

E vou mandar todo mundo da parada-bixa-louca pro inferno.

A parada gay - segundo um gay amigo meu, definição com qual concordo, a parada “bixa-louca-e-promíscua” muito mais do que só “gay” - traz como tema o mote “por um estado laico de verdade”. Se eles querem tanto um estado laico, porque sempre fazem o evento no final de um feriado religioso?

O Joseph já os mandou para o inferno e não vou entrar nesse método. Mando-os eu pela incongruência argumentação-atos, como sempre faço.

2 de fev. de 2008

Violência?

Counter Strike foi proibido, ok.

Informações não confirmadas dão conta que BattleField, não.

Ah, sim, pra quem não sabe: é a mesma coisa. O que não é um lobby, ah?

16 de jan. de 2008

Motos

...pra levar um documento rápido, sua pizza quentinha à noite, tem moto.

Ivo Patarra, completando que, se cada moto da cidade fosse um carro, ninguém andava. O chefe corrobora minha opinião de que todo mundo quer que motoqueiro se ferre mas quer a “pizza quenteinha à noite”.

Mas de noite, o trânsito e menor, não creio que as motos são um problema.

O argumento contrário é que motoqueiro andando entre faixas é errado - julgo que sim, apesar de não ser proibido (segundo o senhor Patarra) - que os motoqueiros não dão a mínima pras regras de trânsito e ainda por cima são “premiados” com uma faixa exclusiva.

8 de out. de 2007

"Senso crítico vale para todos"

Frase da Natália.

Quer dizer que o Huck não pode reclamar do Rolex roubado mas o Ferréz pode justificar o roubo?

São dois pesos...

Os dois tão errados. Se é moralmente errado ostentar, isso não torna - moral ou legalmente - correto roubar.

Os riquinhos intelectualizados - tão ostensores quando o Huck - querendo ser congruentes com as condições dos pobres, levados - com ou sem determinismo - ao crime pelo sistema que os explora. Ainda bem que os riquinhos ajudam a perpetuar isso comprando seus entorpecentes.

É o que eu disse por aí: se o tal "correria" roubou pra comer, ele vai pro céu. Eu e o Huck, não. Mas acho que ele devia usar a grana que investiu no berro e na moto pra comprar arroz pro filho.

11 de jun. de 2007

guardou pra Ele

Dois pesos e duas medidas.

Receio que a opinião geral seja que acabar com a homofobia seja incentivar (se não pelo menos ratificar) a promiscuidade, homossexual (principalmente) ou não. No meu ponto de vista, a maldita parada gay dá essa idéia. Que os deixe serem homossexuais e darem para quem quiserem?

Já que é assim, tem que fornecer preservativos, mais baratos que o coquetel de Aids.

Os moralistas vêm à tona no carnaval, por exemplo, reclamando das mulheres mostrando o corpo (aquele que Ele deu pra elas). Mas se um traveco barbado faz isso com a coxa de jogador de futebol dele, não tem problema. Vi atentados ao pudor, legalmente falando. Mão naquilo no meio da rua. Ah, mas eles sofrem preconceito... pro inferno!

Não quero soar preconceituoso e vou continuar fazendo piada. É o que eu sempre digo. Gente preta é igual gente branca, todo mundo é igual todo mundo, ok. Mas não é por isso que eu tenho que achar bonito, é? Não é por isso que eu tenho que aplaudir, é?

Blackpower não é resposta pra preconceito, feminismo não é resposta pra machismo, orgulho GLBT (tem o outro T?) não é resposta pra falta de aceitação. A negação já basta, não precisa o oposto. Além disso, nada justifica pouca vergonha, promiscuidade, banalização do sexo, se não por questões morais, pelo menos por questões sanitárias.

E é como meu pai me disse: se Deus fez algo melhor do que mulher, guardou para Ele.

obs.:

Não gosto de bixa louca, não gosto de afetação. E olha que eu detenho uma lista enorme de frescuras, do tipo que não mato barata pra não sujar meu sapato (se for com vassoura, terei prazer em ajudar). Me pergunto se isso é errado. Também não gosto da outra vertente. De paraíba, mulher masculinizada, do tipo que coça o saco (porque elas abandonam sua feminilidade).

o tempora, o mores!